Viva a Rãs

Este blog é dedicado à localidade de Rãs, no concelho de Sátão, aldeia onde nasceu a minha Mãe e que eu aprendi a gostar. Quando eu falo em Rãs, os meus amigos perguntam logo se é a Rãs do Tino. Não, essa é em Penafiel. A de que eu estou a falar é a Rãs sem Tino, em Sátão.

07 Julho 2006

O Castro da Paradaia

Localiza-se num esporão triangular naturalmente defensável por três lados. apenas do lado oriental necessita de defesa, apresentando deste lado muralha forte e cuidada, feita com grandes blocos aparelhados. O espaço para a implantação habitacional é relativamente escasso. Entre os rochedos há abrigos naturais que podiam ter servido habitação ou refúgio. Talvez por isso, o povo chame a um desses sítios a "adega do ermitão". Povoado do Bronze, ocupado durante a Idade do Ferro, abandonado e reocupado na Idade Média é a hipótese aliciante para estas ruínas.

Degraus na rocha. São trabalho do homem.
Lá em cima, o posto de vigia, é um buraco na rocha feito à medida.
Diz-se que nesta rocha existe uma mina que vai dar à Lapa da Moira no Carvalhal ou mesmo ao Rio Coja.
Dizia-nos o Sr. Elídio: Em garoto, atirei muitas pedras lá para dentro, para as ouvir saltar nos degraus feitos na rocha, até chegar lá ao fundo.
Lá ao fundo é as Maias, onde haverá ainda sinais de casas e um forno. Havia um carreiro para o Carvalhal e outro para a Silvã de Baixo, mas agora não se consegue passar.
Machado em anfibolite encontrado nas Maias. A cronologia destes machados é ampla, embora sejam grealmente associados a uma fase tardia do fenómeno megalítico, em meados de IV milénio A.C..